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  • EMec Jr

O quanto um feedback é importante para nós?

Atualizado: 30 de jun. de 2020



Segundo o autor Richard L. Williams, oferecer um feedback de forma eficiente é uma das técnicas mais poderosas de comunicação e quanto mais aprimoramos essa técnica, mais estabelecemos compreensão, respeito e confiança em uma relação.


É possível afirmar que a qualidade de qualquer relação é influenciada diretamente pela quantidade e qualidade de feedbacks. Até mesmo a cordialidade de um “Bom dia! Está tudo bem?” é um feedback, uma demonstração do quão importante aquela pessoa é pra você - mesmo se manifestando através de um ato simples.


Sonegar feedback deveria ser um crime, por ser um castigo psicológico. E é justamente por ser tão avassalador quando negado, que se transforma em uma ferramenta poderosíssima quando bem aplicada.

Quanto “Blá, blá, blá” não é mesmo?

E o que é esse “grande e maravilhoso” feedback afinal de contas?

A palavra feedback, vem do inglês e existem várias possíveis traduções, mas sempre relacionadas ao fluxo de informações que exercem algum tipo de influência sobre processo, ação ou um evento. Influência que ocorre de forma determinante dos impactos que a conduta ou situação provocam sobre as pessoas.


Inúmeras organizações focam muito dos esforços e dinheiro com projetos e programas para desenvolver e maximizar a produtividade dos seus colaboradores, mas esquecem que uma boa cultura de feedback desencadeia aos aspectos que os livros de produtividade tentam ensinar. Não que seja de baixa relevância estudar produtividade, pelo contrário, mas deveríamos atribuir o mesmo nível de importância à uma boa cultura de feedback.


Mas antes de falar sobre a relação entre produtividade empresarial e a cultura de feedback, vamos voltar a pergunta inicial.

O quanto dar e receber feedback é importante para cada um de nós?

Diria que é a força vital para o bem estar pessoal de cada um de nós, seja por receber elogios e reconhecimento a cerca do trabalho que você vem desempenhando, passar um feedback elogiando a pessoa ou até mesmo corrigindo-a tendo esperança de que aquela situação irá ser resolvida. Bem como, o bom relacionamento interpessoal, demonstrando a pessoa que você se importa com ela voltando sua atenção para perguntar se está indo tudo bem.


Existe a metáfora de que um “balde de feedback” se encontra no interior de cada pessoa, e cada vez que recebemos um feedback, seja positivo ou negativo, vai diretamente para esse balde e seu nível de satisfação pessoal é diretamente relacionado ao nível de feedbacks dentro do balde. Porém esse balde possui furos, alguns não dão nem para perceber, mas outros são grandes. Então, o problema ocorre quando depositamos um feedback nesse balde e o mesmo escoa lentamente de acordo com a quantidade e tamanho dos furos. Esses furos podem ser ocasionados de maneira interna - nós mesmos podemos causa-los por sermos dominados pelos medos, incapacitando e limitando nossas ações – e também são causados por agentes externos - como as limitações, ações, julgamentos e competições não saudáveis de pais, amigos, família, chefes e colegas de trabalho.


Aproveitando o “embalo metafórico” do balde de feedback, vamos usá-lo para ajudar no entendimento de como a produtividade de uma empresa tem relação direta com uma cultura feedback, com os indícios causados quando os baldes dos colaboradores estão vazios ou em baixos níveis:

Baixo nível de desempenho e produção: Não que o colaborador pare de produzir quando o balde está vazio, mas a tendência é desenvolver o sentimento de que está dando o máximo de si e alcançando as metas, mas os seus superiores não reconhecem e nem percebem seus esforço, como se seu desempenho não possuíssem sentido algum. E você não consegue dar o máximo de si, quando você não acredita no proposito do seu trabalho, não é mesmo? Ou até mesmo achar que está produzindo em um nível aceitável, mesmo não estando, e como ninguém reclamou ainda, mantem aquele mesmo ritmo.


Dificuldade de relacionamento: Um feedback é uma forma de dizer como você se importa com uma pessoa, a ausência dele é uma tortura psicológica de forma que você não consegue ficar bem consigo mesmo, o que é fundamental para ter uma boa relação interpessoal. A falta de relação interpessoal prejudica e muito o desempenho em grupo, além da comunicação dentro do ambiente de trabalho, podendo ser promotor de atritos e desavenças.


Pouca iniciativa: As pessoas com baldes vazios geralmente são do tipo “faz o que se é solicitado” e como nunca são reconhecidas pelo trabalho que estão desempenhando, não se sentem capazes de lançarem voos e assumir posições de liderança ou puxar uma responsabilidade ou atividade para si.

Todos esses pontos implicam negativamente no nível de produtividade do funcionário. São acompanhados também de indicadores como estresse, transmissão do sentimento de incomodo ao estar no ambiente de trabalho ou até mesmo buscar constantemente ajuda do superior, mesmo por coisas óbvias para ganhar sua atenção, e em casos mais críticos, contribuem para as estatísticas de turnover.

Ainda fazendo a analogia aos furos do “balde de feedback”, para que possamos os remendar/tapar, existem pontos que podem ajudar como o desenvolvimento pessoal de maturidade da pessoa, comemorar até as mais pequenas realizações e conquistas, delegar ou demonstrar que a opinião é muito importante na tomada de decisões e dar um feedback de qualidade.


Vale ressaltar que leva um tempo para que os furos no balde sejam reparados, depende muito da quantidade e dos tamanhos, o que irá necessitar bastante esforço e persistência, e em alguns casos demore muito para surtir efeito. Lembre-se sempre, que um bom feedback é muito poderoso ao ponto de curar feridas profundas.

Existem 4 tipos de feedback: Positivo, corretivo, insignificante e ofensivo


Feedback positivo: É para reforçar um comportamento que desejamos que seja continuo ou evolutivo quando ele nos agrada, é muito importante o feedback positivo pelo fato de que ele tende a alavancar, pelo sentimento de reconhecimento de trabalho e/ou esforços, um alto desempenho de quem o recebe.


Feedback corretivo: Tem intuito de modificar um comportamento que não é aprovável, ou que achamos que poderia melhorar ou contribuir com a pessoa.


Feedback insignificante: É relacionado a uma informação tão vaga, genérica, com grande ausência de clareza e objetividade, que o receptor não entende ou não tem certeza da intenção.


Feedback ofensivo: Geralmente gerado por extrapolar o limite do feedback corretivo, ocorre quando o locutor perder a cabeça, deixando de lado a calma, desvalorizando e desqualificando o receptor. São prejudiciais à saúde mental de quem recebe esse tipo de feedback, enfraquece o respeito da relação, podendo acarretar atitudes e reações desagradáveis.

Infelizmente não se tem uma formula secreta sobre dar um feedback de qualidade, mas segundo Richard L. Williams, existe alguns aspectos que podem ser seguidos para que isso ocorra, que são os dez mandamentos do feedback:

Elaborar um plano de ação, pensando e analisando sobre o que você vai dizer, e só então dar o feedback, com clareza e objetividade, tendo uma solução na ponta da língua, porém lembrando sempre de ter empatia com o receptor.


Abordagem específica, antes de passar um feedback, saber o que realmente ocorreu, sem levantar suposições.


Foco em comportamento, esse ponto julga que um feedback eficiente, não é influenciado por personalidades ou preconceitos, concentrando-se apenas em comportamentos específicos que podem ser quantificados.


Escolha local e hora, tenha em mente o ditado “Pode dar o feedback positivo em público, mas passe o corretivo sempre em particular”. Além disso, temos que analisar um clima de pouca tensão para realizar qualquer tipo de feedback.


Feedback equilibrado, saber equilibrar o retorno positivo e o corretivo.


Feedback relevante, tenha consciência ao passar um feedback que você não deve exagerar ou perder a calma. Lembre-se que o que existiu no passado é muito menos relevante do que ocorre no agora.


Use técnicas eficientes, seja objetivo, foque nas questões essenciais e estabeleça um contato visual – não estabelecer um contato visual, mostra descaso com o receptor, como se não fosse importante o bastante para perder tempo dirigindo o olhar para o mesmo.

Estilo eficaz, realize uma abordagem mais pessoal na hora de dar feedback e lembre-se de não dar conselhos a menos que a pessoa solicite.


Descrição de sentimento, dizer qual seu sentimento diante de uma situação é um elemento importante, além de ser muito impactante - faz o receptor transferir mais atenção sobre tal situação e ter noção dos impactos que a mesma causa.


Capacidade de ouvir, encorajar a pessoa a expressar todo seu ponto de vista sobre a situação por meio da realização de perguntas genéricas estimulantes.

A sintonia de todos os pontos, são os pontos chaves para a excelência na passagem de feedback.

Agora que já sabe um pouco mais sobre feedback, o quanto você acha que ele é importante na sua vida pessoal e profissional? Deixe sua resposta nos comentários abaixo.

Equipe do RH - EMec Jr.

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